terça-feira, 6 de junho de 2017

O IMPACTO DA INTERNET DAS COISAS NAS RELAÇÕES HUMANAS

A Internet das coisas é uma revolução tecnológica que expande o que conhecemos como Internet atualmente. Ela conecta diversos objetos do nosso cotidiano à internet, permitindo a comunicação entre pessoas e dispositivos eletrônicos que se tornam cada vez mais inteligentes.
Inicialmente, a Internet foi criada como forma de trocar informações rapidamente durante a Guerra, para melhor se preparar e/ou prevenir ataques. Com o passar do tempo, mais pessoas foram tendo acesso a essa tecnologia, o que, consequentemente, facilitou a realização de pesquisas e estudos, agilizou o acesso a notícias atualizadas, e facilitou a interação entre pessoas distantes.
Com a entrada das redes sociais e aplicativos em cena, as pessoas sentiram que online elas poderiam ser o que quisessem, se sentiram mais empoderadas e confiantes para expressarem suas opiniões, conhecer novas pessoas, se divertir e entreter mesmo quando sozinhos, dentre muitas outras coisas. Apesar da internet não existir fora da sociedade, ela ajudou a redefinir o significado de viver em sociedade, criando novas necessidades e modos de viver e influenciando na construção das individualidades, e a sua rápida expansão é mostrada através de alguns números expressivos:
Segundo dados recentes da FGV-SP, maio/2017, hoje no Brasil nós temos 198 milhões de smartphones em uso e a estimativa é que em outubro deste ano esse número chegue a 208 milhões, pouco mais de 1 smartphone por habitante uma vez que a estimativa da população brasileira para o mesmo período é de 206 milhões. A previsão é que em 2019 tenhamos 239 milhões de smartphones e 210 milhões de pessoas no Brasil.
Porém, assim como os novos aplicativos e dispositivos desenvolvidos na Era da Internet das Coisas propiciam a aproximação de algumas pessoas, eles também são pivô de rompimentos de relação, brigas e distanciamento entre familiares e amigos.
Com a evolução das tecnologias, e as novidades que não param de chegar, a Internet das Coisas se torna cada vez mais atrativa para as pessoas, que passam cada vez mais tempo conectados. Segundo dados de 2014 da Infobase Interativa, a média de permanência online em redes sociais do brasileiro por visita é de 21,2 minutos, a média mensal de navegação é de 9,7 horas, e a média mensal é de 650 horas. Em muitos casos, interage-se mais no mundo virtual que no real, esquecendo da necessidade básica do ser humano de trocar experiências também face a face. A facilidade de expressar opiniões também pode levar ao desrespeito e desentendimento quando as pessoas não compartilham da mesma ideia. Sem contar que as relações afetivas se tornaram facilmente descartáveis devido ao aumento da “oferta” disponibilizada por aplicativos e redes sociais.
Nesse contexto, para que as relações humanas não entrem em colapso, é necessário discernimento para entender que o mundo virtual tem uma dinâmica diferente da vida real, muito do que está exposto na internet não corresponde à realidade. Portanto, mesmo com toda a mediação tecnológica que a Internet das Coisas nos proporciona, pode-se perceber que a interação virtual não substitui a realidade das verdadeiras sensações humanas, apenas a complementa. A interação presencial continua sendo essencial para a sociedade atual.
Autora: Jéssica de Oliveira Carvalho Santos 

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